O modelo de diagnóstico serve como base para a definição de um posicionamento da candidatura em termos de imagem, foco e propostas. Todo planejamento de marketing, seja eleitoral ou mercadológico, parte de um diagnóstico preciso sobre o mercado (eleições), as empresas (partidos) e os produtos (candidatos). Um dos componentes de grande valia nessa etapa do marketing é a análise SWOT, sigla que vem das iniciais das palavras inglesas “Strenghts” (forças), “Weaknesses” (fraquezas), “Opportunities” (oportunidades) e “Threats” (ameaças).

É fundamental que uma análise SWOT seja realizada com certa regularidade – a cada seis meses ou no máximo um ano -, de forma que se possa acompanhar as mudanças ocorridas na imagem do político ou no cenário social. Para visualizar melhor este instrumento, ele se divide em duas partes: a que analisa o ambiente interno (forças e fraquezas do candidato) e a que analisa o ambiente externo (oportunidades e ameaças para o candidato). Vale lembrar que nesta segunda parte os fatores não são controláveis, mas podem ser previstos.

Imagem ilustrativa.

Os pontos fortes de um candidato podem ser seu histórico pessoal, uma boa gestão num cargo executivo, sua popularidade, recursos financeiros, etc. Os pontos fracos podem ser uma má reputação, baixa popularidade, adjetivos pejorativos, má administração no executivo, falta de recursos e outros.

Entretanto, a grande virtude da análise SWOT é saber detectar as características e histórico do candidato, que devem ser minimizadas ou exploradas. Se o candidato possui o apoio de um político muito rejeitado, não é seguro divulgar aos quatro ventos a existência desse apoio.

Fonte: Paulo Di Vicenzi – Estrategista eleitoral, diretor da ABCOP – Associação Brasileira de Consultores Políticos e da Escola Superior Eleitoral. Acesso em 03 de junho de 2016.

<http://divicenzi.blogspot.com.br/p/estrategia-eleitoral.html>

Veja um exemplo de aplicação da matriz SWOT em sua campanha:*

*Matriz ilustrativa